
Uns, dois, três, Eu... Ela ensaiava as palavras para que nada desse errado na hora de saírem de sua boca. Ela o vê e todas as palavras se escondem, fogem de vergonha e se transformam em um simples “Oi”. Um “Oi” que esconde mais mistérios do que ele pudesse imaginar. Ele não sabe nada do que ela faz, mas mesmo assim ele a ama, ele a ama de um jeito que você não entenderia, porque é um amor que talvez você ainda não tenha sentido. Às vezes ela se pergunta se realmente o ama, mas como não ama? Se ela só pensa nele e só fala nele?
A cada manhã ela sofre um pouco mais, mas ele não sabe. Muitas têm inveja dela por ter o coração dele, mas poucos têm inveja dele por ter o coração dela. Todos sabem que a única coisa que a protege da inveja delas é o amor dele, mas mesmo assim todos duvidam desse amor. Quando ela chora é porque ele também duvidou, então a inveja se torna forte e a maltrata.
Ela não é tão forte quanto imaginava, ele nunca percebe ou talvez nunca vá perceber. Ela o amou por tanto tempo que é inacreditável o poder que ele exerce sobre ela. É algo tão forte que faz ela se fechar para qualquer um que a mereça mais do que ele.
Ela tem a estranha mania de criar em sua imaginação diálogos com palavras que ela nunca teria coragem de dizer. Ninguém faz idéia de quantas lembranças dele vem na cabeça dela quando ouve o seu nome.
Ele só a vê sorrindo, mas não sabe que por dentro ela esta tão cheia de lagrimas que o seu coração corre o enorme o risco de ser afogado se ele não parar aquele sorriso com um simples beijo.
(Lirian Both - LB)
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